1893
• 15/05 – Nasce seu primeiro filho, Mário, que vive apenas 5 horas.
• 01/09 – É nomeado Delegado de Higiene na cidade de São Paulo.
• Em outubro é enviado para Caraguatatuba, SP, como médico militar, no combate à Revolta da Armada, liderada por Gumercindo Saraiva.
1894
• Participa da Comissão de Especialistas para estudo do saneamento das localidades do interior do Estado de São Paulo, assoladas pela febre amarela: Belém do Descalvado, Porto Ferreira, Pirassununga, Leme, Cachoeira e Barra do Piraí.
• 01/05 – Nasce sua filha Vitalina Brazil.
1895
• Viaja para Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, chefiando a Comissão Sanitária no combate à epidemia de cólera-morbo.
• Muda com a família para Botucatu/SP.
1896
• Compra cobras venenosas para estudar hábitos e venenos. Conhece os trabalhos de Calmette sobre a descoberta de um soro capaz de neutralizar o veneno das serpentes do gênero Naja.
• 31/05 – Nasce sua filha Alvarina Brazil.
1897
• Retorna à cidade de São Paulo e, em 14/06, é nomeado Ajudante do Instituto Bacteriológico do Estado de São Paulo.
• 25/07 – Nasce seu filho Mário Brazil.
1898
• 29/03 – É nomeado Adjunto do Laboratório Químico da Policlínica Geral de São Paulo.
• 06/07 – Nasce sua filha Olga, que falece em 17/01/1899.
• 25/08 – É nomeado Chefe da Clínica Médica do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
• Colabora com a “Revista Médica de São Paulo”, fundada neste ano, escrevendo os artigos: «A Serumtherapia na Febre Amarela»; «Estudos experimentaes sobre o preparado denominado Salva-vidas, preconizado contra mordeduras de cobras e outros animaes venenosos», entre outros.
1899
• 17/08 – Nasce seu filho Vital Brazil de São Paulo, que falece sete meses depois, em 17/03/1900.
• Em outubro, é convocado pelo Serviço Sanitário do Estado de São Paulo para estudar um surto epidêmico em Santos. Identifica-o como sendo a peste bubônica. Contrai a doença. Oswaldo Cruz, enviado pela Saúde Publica Federal, confirma o diagnóstico.
• Em novembro, o Governo do Estado de São Paulo adquire a fazenda do Butantan para ali instalar um laboratório do Instituto Bacteriológico destinado à fabricação do soro antipestoso.
• 24/12 - Por indicação de Emilio Ribas, assume a direção do Instituto Soroterápico Butantan.

Vital Brazil, Dr. Bonilha de Toledo e Dr. Arthur Mendonça, c. 1893.
São Paulo, SP

Vital, Nhazinha e suas filhas, Vitalina e Alvarina (bebê).
Fotografia provavelmente feita em Botucatu, SP, c. 1896.

Casa, onde residiu com a família de1895 a 1896.
No ano de 1895, Vital muda com a família para Botucatu, SP, onde vai trabalhar como médico clínico. Aqui inicia suas pesquisas sobre as cobras.
Texto 3
Tomou conhecimento das pesquisas de Calmette, realizadas na França em 1894, sobre a possibilidade de se imunizarem animais com os venenos e obteve-se um soro capaz de neutralizar esses venenos.
(Depoimento verbal de Oswaldo Brazil, 1984).
Texto 4
Em 1897, Vital retorna a São Paulo, trazendo na bagagem suas primeiras observações sobre cobras. É contratado como ajudante do Instituto Bacteriológico do Estado.
Vital Brazil, já no início de suas atividades no Instituto Bacteriológico em 1897, inicia o preparo de soro anti-veneno ofídico, imunizando cães e cabritos com o veneno da cascavel (Crotalus durissus terrificus) e da jararaca (Bothrops jararaca), verificando que o soro anticrotálico dava uma pequena proteção contra o veneno de jararaca, enquanto o anti-jararaca não protegia nada contra o veneno crotálico; demonstrou assim a especificidade dos soros anti-venenos ofídicos, noção que não existia. Foi levado a essa verificação pela observação da diferença dos quadros clínicos nos pacientes picados e nos animais inoculados com as duas espécies de veneno. Confirmou ainda a especificidade dos soros anti-venenos quando, em 1898, experimentou o soro preparado por Calmette, não obtendo proteção contra o veneno crotálico.
(Memória do Instituto Butantan – G. Rosenfeld, 1969).

Fotografia tirada do Instituto Bacteriológico em 1898.
Da esquerda para a direita: Bonilha de Toledo, Vital Brazil e Arthur Mendonça.

Jornal
Texto 5
Em 1899 é indicado para estudar o surto epidêmico em Santos e identifica-o como sendo peste bubônica. Contrai a doença.
Papai já estava doente e Oswaldo Cruz veio alegre: “Vital, Vital, é peste mesmo”. Papai já estava com a peste e até os jornais publicaram que ele tinha morrido, mas graças a Deus ele se salvou.
(Depoimento verbal de Alvarina Brazil, 1984).

Fotografia de Oswaldo Cruz oferecida a Vital Brazil.

É criado o Instituto Butantan, em 8 de novembro de 1899, para a produção de soros e vacinas antipestosos.

Texto 6
Adquirida pelo governo local em 24 de novembro de 1899, Vital Brazil ainda convalescente é convidado a organizar e dirigir na fazenda de Butantan, com verbas modestíssimas, o não menos modestíssimo estábulo da fazenda, laboratório esse que se destinara ao preparo do soro e vacina antipestosos.
(Conferência do Dr. Alexandre Canalini, 31/5/1972).